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| Giovanni Prado, diretor executivo da Sicredi Pernambucred falou sobre a importância do cooperativismo financeiro para a economia do país - foto Hans Von Manteuffel |
Ancorado pelo tema “Tendências econômicas no Brasil, Perspectivas e Investimentos”, a Cooperativa de Crédito Sicredi Pernambucred realizou na última quinta-feira (14), no restaurante Spettus de Boa Viagem, um colóquio de economia para discutir o novo cenário político e econômico brasileiro e mostrar a um público diversificado, formado por empresários, investidores, economistas, publicitários, administradores de empresas, profissionais de saúde, entre outros, a importância do cooperativismo financeiro e sua trajetória de ascensão como instrumento de desenvolvimento e transformação empreendedora.
Quatro renomados especialistas do mercado abordaram o tema, apresentando visões e perspectivas distintas diante do novo cenário político, trazido pelas eleições de 2018. Participaram do encontro, o jornalista de economia Fernando Castilho, os cientistas políticos Juliano Domingues e Priscila Lapa e o diretor executivo da Sicredi Pernambucred, Giovanni Prado.
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| Giovanni Prado, Tatiana Marques, Laura Barbosa e Francisco Abreu - foto Hans Von Manteuffel |
O evento, organizado pela TMCE – Tatiana Marques Cerimonial e Eventos teve como uma das suas marcas, o exercitar da responsabilidade sócio e ambiental, com destaque pela neutralização das emissões de gás carbônico emitido pelo evento, que foi certificado pela Neutralize Carbono, uma das empresas mais conceituadas do setor.
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| Os debatedores Juliano Domingues, Priscila Lapa e Fernando Castilho - foto Hans Von Manteuffel |
O jornalista Fernando Castilho coordenou o diálogo e apresentou uma visão geral da economia brasileira, destacando o potencial de crescimento do país, as oportunidades e formas de investimentos, bem como o chamado fenômeno finatech como opção de negócios e as cooperativas financeiras brasileiras como importantes instrumentos de crescimento da economia. Castilho também apresentou, de forma prática, dados da economia brasileira fazendo um comparativo com a de outros países. “O Brasil é a 9ª maior economia do mundo, maior inclusive que a do Canadá. Aqui cabem o PIB de 4 Argentinas, 6 Chiles e 8 Portugais”, comparou. Ele revelou que no Brasil não existe alavancagem bancária porque o sistema financeiro empresta menos da metade do PIB do país e que, atualmente, o cliente pessoa física toma mais crédito do que as empresas.
Na sequencia, o cientista político Juliano Domingues, que foi um dos nomes convidados para atuar como observador nas eleições americanas de 2018, abordou uma visão internacional do sistema sociopolítico e a relação com o econômico e, destacou, a eleição vitoriosa do atual presidente Donald Trump. Mostrou, por sua vez, um fenômeno observado na eleição americana que se propagou por toda América Latina.
A cientista política Priscila Lapa apresentou aspectos da última eleição brasileira; destacando a relação dos valores políticos, sociais e econômicos que levaram à eleição de Bolsonaro, sobretudo da interferência dos valores de ordem social que motivou o resultado.
O encontro, também destacou o relevante papel do cooperativismo no setor financeiro e os seus pontos fortes para o desenvolvimento brasileiro e no caso da Sicredi Pernambucred, a sua influência direta para Pernambuco. O diretor executivo da Sicredi Pernambucred, Giovanni Prado, concluiu o rico debate destacando, ainda mais, o papel do cooperativismo como instrumento de transformação.
“Nosso trabalho consiste em captar recursos de associados e emprestar para associados das mesmas regiões. A permanência dos recursos no local impacta positivamente a comunidade, estimulando a geração de renda e o crescimento sustentável, com maior oferta de empregos, produtos locais e desenvolvimento econômico. Saber escolher de forma correta as novas alternativas de investimentos, que por sua vez serão aplicadas em atividades geradoras de renda, contribuirá para o compartilhamento da riqueza gerada para esta mesma comunidade, produzindo o que nós chamamos no cooperativismo de ciclo virtuoso”, finaliza.








