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Biomédico Roberto Figueiredo fala sobre a manipulação dos alimentos nos supermercados - foto Arquivo Pessoal
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Foi
falando numa linguagem que ele apelidou de “dona de casês” e através de
programas de televisão que o biomédico e consultor Roberto Martins Figueiredo,
64 anos, conquistou o Brasil. O profissional, mais conhecido como “Dr.
Bactéria”, se tornou uma das principais autoridades nacionais em saúde pública
e um dos maiores especialistas em higiene de alimentos do País.
Ele
comanda, nesta terça (24), às 17h, a palestra de abertura da Super
Mix, maior feira setorial do Norte/Nordeste, realizada pela 14ª vez pela
Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa) e a Associação
Pernambucana de Supermercados (Apes), no Centro de Convenções de Pernambuco.
Em
sua palestra, no Auditório Central do Cecon-PE, o Dr. Bactéria irá
comentar sobre os riscos que envolvem a manipulação dos alimentos. “Os
erros mais comuns cometidos pelos brasileiros na cozinha são mais aqueles
referentes aos hábitos errados que as pessoas têm. Por exemplo, elas acham que
não se pode colocar alimento quente na geladeira, para não estragar a
geladeira. Só que ninguém nunca viu isto acontecer. Era coisa que a mãe dele
falava para ele, e a avó falava também. Então, na verdade, foi inventado, pois
pode ser colocado, sem problema nenhum”, aponta o consultor.
Ele segue derrubando mitos em relação ao tema. “Outra coisa é que se diz que os alimentos a serem colocados na geladeira têm que estar todos cobertos. Não é nada disto, têm que estar descobertos, porque o refrigerador funciona pela movimentação de ar frio. Que tem que dar condições para chegar no alimento e roubar o calor deste alimento. Você só tampa depois de duas horas”, ensina Roberto Figueiredo.
Ele segue derrubando mitos em relação ao tema. “Outra coisa é que se diz que os alimentos a serem colocados na geladeira têm que estar todos cobertos. Não é nada disto, têm que estar descobertos, porque o refrigerador funciona pela movimentação de ar frio. Que tem que dar condições para chegar no alimento e roubar o calor deste alimento. Você só tampa depois de duas horas”, ensina Roberto Figueiredo.
No
caso dos supermercados, que cada vez mais têm sido locais frequentados pelos
consumidores em busca de melhorar sua saúde, através de uma melhor alimentação,
o biomédico reforça que, para cada um dos setores, é preciso se pensar numa
indústria à parte, na qual devem ser treinados os manipuladores, profissionais
especializados para se trabalhar neles. “Na padaria, por exemplo, fique
atento a quanto tempo aquele creme de um pão doce vai ficar em temperatura
ambiente, antes de ser recheado. E como é feita a limpeza das misturadeiras e
máquinas batedoras, que vão misturar as massas dos pães. No setor de
carnes, como é colocada a data de validade e como é feita a higienização dos
equipamentos e utensílios, além do congelamento e descongelamento. O mesmo na
parte de peixes e frutos do mar, quanto de gelo para cada um, como é o aspecto
das escamas, dos olhos. Frutas e verduras também: como saber se estão íntegras
e maduras, ou não; se serão porcionadas em bandejas”, enumera.
Sobre
as comidas congeladas e suas preparações em geral, ele também é taxativo e
pondera que tudo vai depender da avaliação que você faça do alimento em si. ”Se
ele está congelado, é preciso estar consciente que o congelamento não mata
bactérias. Se congelar uma porcaria, quando descongelar, serão duas porcarias.
Todo alimento congelado tem que ser descongelado na geladeira, ou então no
micro-ondas, para pequenas porções. Existe, ainda, uma terceira hipótese para
filé de frango, hambúrguer, seleta de legumes. Essas podem ser colocadas direto
na chapa quente ou, no caso dos legumes, na água fervente. Para os outros
alimentos todos devem ser mantidos na refrigeração. Nada de descongelar em
temperatura ambiente, na água, ou forçado. Se for uma pequena peça de carne, dá
para descongelar no micro-ondas”, coloca.
O
Dr. Bactéria alerta para que só sejam consumidos produtos certificados por
órgãos como o Ministério da Agricultura, e para a importância de
as indústrias e empresas seguirem as boas práticas de fabricação. “É
preciso se comprar em local idôneo. Por exemplo, o mel. Deve ser evitado
produtos sem nenhuma origem, sem carimbo do SIF ou de órgãos de fiscalização.
Tem gente que coloca duas abelhas dentro do mel, para dizer que é natural. É
naturalmente uma porcaria, você leva o produto com dois cadáveres das abelhas
dentro”, constata.
CURIOSIDADE
SOBRE O NOME - O
Dr. Bactéria acabou se transformando num personagem simpático e com bastante
credibilidade, como o próprio biomédico e consultor admite. Lançado pela
Editora Globo, é também o título de seu livro mais vendido, dentre os cinco que
já publicou. “Era conhecido como o ‘caçador de bactérias’, na época em que
estava no programa da Claudette Troiano, até tocava aquela musiquinha do
Indiana Jones. Quando fui gravar no ‘Fantástico’, na Globo, as pessoas ainda
não sabiam meu nome e diziam ‘nós vamos gravar com aquele doutor que só cuida
das bactérias’. É um nome engraçado, mas que pegou. O programa, inicialmente,
se chamava ‘Tá Limpo’, mas depois virou ‘Dr. Bactéria’, que é um nome que vou
levar pelo resto da vida”, ressalta ele, que é atualmente contratado do
Departamento de Jornalismo da Rede Record de TV. Roberto também é diretor técnico
da Microbiotécnica, Centro de Assessoria em Higiene e Saneamento Ambiental onde
são realizadas pesquisas e análises de alimentos, utensílios e equipamentos,
atendendo a indústrias de alimentos, cozinhas industriais e restaurantes.
SERVIÇO
14ª
SUPER MIX – Desta terça (24) até quinta(26), das 15h às 21h, no Centro de Convenções de Pernambuco
(Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho – Olinda). Informações e inscrições
gratuitas para empresas no www.feirasupermix.com.br.
