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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Temporada no Pátio, do Conservatório Pernambucano de Música, recebe o Grupo Instrumental Brasil nesta quinta (13)

O concerto, que contará com a participação da soprano Gleyce Vieira, será na Concatedral de São Pedro dos Clérigos, às 19h30. Evento é aberto ao público - Foto divulgação

Trompetes, trompa, trombones, tuba e instrumentos de percussão darão o tom do concerto da Temporada no Pátio deste mês. O Grupo Instrumental Brasil se apresentará na Concatedral de São Pedro dos Clérigos, nesta quinta-feira (13), às 19h30, com a participação da soprano Gleyce Vieira, que estudou no Conservatório Pernambucano de Música. O evento, realizado pelo Conservatório Pernambucano de Música mensalmente, em parceria com a Arquidiocese de Olinda e Recife e Instituto Dom da Paz, é gratuito. 

O repertório da apresentação contará com composições de Vivaldi, J.S. Bach, Heitor Villa-Lobos, entre outros. “Este concerto terá canções como Tocatta Ande Fugue, de Bach1st movement, de Antonio Vivaldi; e Bachianas Brasileiras N° 5, de Villa-Lobos, com a participação da soprano Gleyce Vieira. Será uma apresentação bonita e única, do jeito que só o GIB pode fazer. O público presente terá uma noite muito especial e cheia de cultura”, destaca a gerente geral do Conservatório, Roseane Hazin. 

O Temporada no Pátio nasceu com a intenção de movimentar a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, localizada em um dos cartões-postais do Recife, o Pátio de São Pedro. Com projeto de Manuel Ferreira Jácome, o templo exibe pinturas de João de Deus Sepúlveda e Manuel de Jesus Pinto, com detalhes do mestre-dourador Inácio Melo Albuquerque. projeto marca a entrega da edificação religiosa aos recifenses após ter passado um período fechado para reformas.  
 
HISTÓRICO GRUPO INSTRUMENTAL BRASIL  

O Grupo Instrumental Brasil (GIB) tem como formação principal os instrumentos de metais e percussão: dois trompetes, uma trompa, um trombone, um trombone baixo, uma tuba e percussão, que se adaptam as formações camerísticas de acordo com o repertório e local da apresentação. O grupo é constituído por professores educadores do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Paraíba (UFPB), do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR) e profissionais atuantes no cenário nacional e da região.  

O GIB foi fundado em 2014 com intuito de trabalhar um repertório musical em diversas formações, abrangendo a música de compositores brasileiros e erudita de concerto. O grupo difunde a música de concerto e promove a contextualização histórico-musical, a capacitação e a formação de plateia. Recentemente, o GIB foi uma das atrações do Festival São João Sinfônico. 

GLEYCE VIEIRA 

A soprano Gleyce Vieira estudou no Conservatório Pernambucano com a professora Rosemary Carlos e, atualmente, é aluna do professor Luiz Kléber Queiroz, no Bacharelado em Canto pela UFPE. Como membro da Academia de Ópera e Repertório, em 2017, foi solista na Missa do Padre José Maurício. Em 2018, cantou a ópera Cambiale do matrimônio com a Aor, no papel de Fanny, e na Ópera Carmen interpretou Frasquita. Como integrante do grupo Folia Criolla, cantou na Mostra de Música Antiga da UFPE, nos dias 19 e 21 de dezembro de 2018. 

REPERTÓRIO GIB  
1 – CORAL (Moderato / Religioso) -Isaías Ferreira 
2 – Canzona per Sonare No. - Giovanni Gabrieli/Transcrito por Graeme Page 
3 – Tocatta Ande Fugue - J. S. Bach/Arr. Dierson Torres 
4 – Bachianas Brasileiras N° 5 Heitor Villa-Lobos/ADPT. Mizael França 
*Participação: Soprano Gleyce Vieira 
5 - The Four Seasons, Spring (La Primavera), 1st movement - Antonio Vivaldi 
6 – Amazing Grace Arranjado por: Luther Henderson 

FICHA TÉCNICA  

Rinaldo De Melo Fonsecatrompista  Augusto Macedo Francatrompetista  
Josias Adolfo Nettotrompetista  
Mizael Françatrombonista  
Zilmar Medeirostrombonista baixo  
Iris Vieiratubista  
Antonio Barretopercussionista 

SERVIÇO 
Temporada no Pátio com Grupo Instrumental Brasil – Quinta-feira, 13 de junho, às 19h30, na Concatedral de São Pedro dos Clérigos (Pátio de São Pedro, Centro). Evento aberto ao público. 

Exposição Refugo reúne paisagens imaginárias de Guto Barros

 Esta é a primeira vez que as colagens do artista serão apresentadas ao público - Fotos: 3 por 4 Fotografia




Em um cotidiano que acaba exigindo cada dia mais - desempenho, velocidade, comunicação -, onde o tempo parece ficar comprimido frente às crescentes demandas, cada indivíduo procura um refúgio, um lugar seguro de escape, onde o não-pensar possibilite um desacelerar, uma oxigenação que alimente e revigore os processos de existência e criação. Foi nesse espaço que o artista contemporâneo Guto Barros dedicou-se à produção de colagens, agora selecionadas e reunidas na exposição Refugo, que será aberta ao público no próximo dia 18 de junho, no ZV Tattoo e Galeria, que fica na Galeria Joana D'Arc, no Pina. 


Em Refugo - que conta com curadoria da artista visual e arteterapeuta, Camila Sobreira, e do artista visual e tatuador, Nando Zevê - o público irá conhecer cerca de 60 obras. As colagens, criadas por Guto entre 2016 e 2019, estarão lado a lado com projetos tatuáveis, adaptações da arte abstrata encontrada no trabalho de Barros, promovendo aí o diálogo da tatuagem enquanto linguagem das artes visuais - proposta do ZV Tattoo e Galeria.


Apaixonado pelos grandes murais, telas e painéis, Augusto foi buscar nas colagens as pequenas dimensões que lhe desafiaram o criar. Sua matéria prima era o que sobrava de material e pensamento. Escritor de Graffiti, mestre em Teoria da Arte, professor de História e Teoria da Arte e doutorando em Design, profundamente marcado pela vivência acadêmica, Guto encontrou nos procedimentos técnicos as ferramentas para o seu processo criativo do escape, do não-pensar. 


Ao mesmo tempo caótico e metódico, Augusto coleciona recortes de jornais e revistas - devidamente catalogados - onde sobrepõe imagens e experiências do inconsciente, produzindo o que hoje considera serem paisagens imaginárias. "O meu trabalho abstrato, já há alguns anos, tem essa vontade de ser mapa, de ser paisagem, por conta da minha relação com as minhas experiências de cidade, das minhas andadas, da minha vontade de fazer grafitti. E eu gosto de imaginar espaços quando estou fazendo as minhas obras. Essas colagens elas remetem um pouco a caminho, pavimento, rotas. A paisagem remete um pouco à fuga, a sair dessa realidade e construir paisagens, mapas imaginários, relações imaginárias, e isso vai se alimentando", conta.

Tattoo - A tatuagem entrou como linguagem do processo artístico de Augusto a partir do desejo de explorar o corpo enquanto território, plataforma de mapeamento e percepção dos espaços. "Os situacionistas propunham construir mapas de acordo com a realidade percebida por cada indivíduo e desejo muito conseguir traduzir esse tipo de experiência na tattoo", diz Barros, que começou a trabalhar na pele enquanto suporte para a criação artística no final de 2017.

Para Refugo, o artista encarou ainda o desafio de adaptar o seu trabalho abstrato para a pele. As obras foram redesenhadas, a partir das colagens, pensando nas especificidades do corpo. "A abstração do meu trabalho, na colagem, exige uma adaptação para a tattoo. Tem elementos dessas imagens que têm a ver com a textura do papel, com a tela branca, e precisam ser adaptados para acompanhar a cor da pele, o desenho do corpo, o espaço onde vai ser aplicado", explica Guto. 

Refugo ficará aberta ao público até XX de agosto, e o acesso é aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h. Quem se interessar em tatuar alguma das obras da exposição, deve agendar com o artista por meio do e-mail barrossguto@gmail.com.

Serviço:
Abertura da exposição Refugo, de Augusto Barros (@aeoguto)
Quando: 18 de junho de 2019, terça-feira
Horário: 19h
Onde: ZV Tattoo e Galeria, na Galeria Joana D'Arc, Herculano Bandeira-Pina/Recife - PE
Visitação da exposição: Até 18 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 14 às 21h
Agendamento: barrossguto@gmail.com
Acesso livre